os rapazes de que falo não são refinados
os rapazes de que falo não são refinados
vão com raparigas que lutam e mordem
não dão nenhuma foda ao azar
fodem com elas treze vezes por noite
um pendura um chapéu na sua mama
outro grava uma cruz no seu traseiro
estão-se nas tintas para a inteligência
os rapazes de que falo não são refinados
vão com raparigas que lutam e mordem
que não sabem ler nem sabem escrever
que riem até cairem redondas no chão
e masturbam-se com dinamite
os rapazes de que falo não são refinados
não sabem conversar sobre isto ou aquilo
estão-se nas tintas para a arte
matam com a facilidade como mijas
dizem o que lhes vem à cabeça
fazem o que dita dentro as suas cuecas
os rapazes de que falo não são refinados
quando dançam agitam as montanhas
No Thanks, 44 (1935 Manuscript)
E. E. Cummings Complete Poems 1904 -1962
Edição de George J. Firmage, 1991.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
vão com raparigas que lutam e mordem
não dão nenhuma foda ao azar
fodem com elas treze vezes por noite
um pendura um chapéu na sua mama
outro grava uma cruz no seu traseiro
estão-se nas tintas para a inteligência
os rapazes de que falo não são refinados
vão com raparigas que lutam e mordem
que não sabem ler nem sabem escrever
que riem até cairem redondas no chão
e masturbam-se com dinamite
os rapazes de que falo não são refinados
não sabem conversar sobre isto ou aquilo
estão-se nas tintas para a arte
matam com a facilidade como mijas
dizem o que lhes vem à cabeça
fazem o que dita dentro as suas cuecas
os rapazes de que falo não são refinados
quando dançam agitam as montanhas
No Thanks, 44 (1935 Manuscript)
E. E. Cummings Complete Poems 1904 -1962
Edição de George J. Firmage, 1991.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa

